Hoje é dia de fazer seguro

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As diferenças entre os planos de previdência PGBL e VGBL

A principal diferença está na forma de tributação de cada um.

O Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) possui a vantagem de permitir ao investidor deduzir as contribuições feitas ao plano da base de cálculo do imposto de renda. Essas deduções só podem ser feitas pelas pessoas que efetuam a declaração completa do IR e que, simultaneamente, contribuem para a previdência oficial. Este fundo é mais interessante para assalariados que têm o imposto retido na fonte pela entidade pagadora. As contribuições podem ser diferidas até o limite de 12% da renda bruta tributável anual do participante.

Contudo, essa vantagem de dedução do PGBL não é relevante para aqueles contribuintes que não têm rendimentos tributáveis, como por exemplo, empresários cujos rendimentos advêm de distribuição do lucro das suas empresas. Para atender a esse público foi criado o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL).

O VGBL está enquadrado no ramo de seguro de vida com cobertura por sobrevivência, onde se forma uma reserva que será paga ao próprio segurado no futuro. Seu funcionamento é similar ao do PGBL e a principal diferença é que as contribuições não são dedutíveis da base de cálculo do imposto de renda.

Em ambos, PGBL e VGBL, o rendimento da reserva é diário e funciona de forma semelhante a um fundo de investimento. No momento da contratação, escolhe-se o tipo de carteira de investimentos, como por exemplo: Referenciado DI (atrelados ao juro diário do CDI); Renda Fixa (ativos do mercado de renda fixa em geral) ou Compostos (composição feita com renda fixa e ações).

Apesar das semelhanças entre os produtos existentes no mercado, alguns pontos-chave devem ser sempre observados antes da contratação, como por exemplo, a taxa de administração, o histórico de rentabilidade do gestor e a solidez da instituição, afinal este é um investimento para muitos anos.

Outro ponto a ser considerado é a idade de entrada no plano e a idade em que se deseja começar a usufruir da renda. Quanto menor o tempo de contribuição, maior o valor que deve ser depositado no plano para a mesma renda desejada. Portanto é importante começar cedo. Mas, se você já passou dos 50, não desanime. Lembre-se da máxima: é melhor algum do que nenhum.

Estabeleça metas factíveis para a renda e a idade de aposentadoria que você deseja, como por exemplo, 80% da renda atual aos 65 anos. Faça os cálculos de forma conservadora, escolha um plano adequado ao seu perfil de investidor e ao tempo que contribuição - jovens podem aplicar em fundos mais agressivos - e inicie um plano de disciplina financeira mensal até a data da tão sonhada aposentadoria. Mesmo que você sinta um pouco de dor no caminho, ao chegar lá, verificará que valeu a pena.

Agora que você já sabe quais são as diferenças entre um PGBL e um VGBL e o que deve considerar para contratar um plano, resta saber qual é o mais adequado para a sua situação. Se você não tiver direito a deduzir suas contribuições ao plano no imposto de renda, aplique em um VGBL. Caso contrário, a melhor opção é o PGBL. E se você puder guardar mais de 12% da sua renda bruta tributável, faça um PGBL até o limite dos 12% e o restante aplique em um VGBL. Assim você otimiza sua carga tributária e ainda garante uma aposentadoria mais tranquila.

Evite deixar o Brasil sem um seguro-saúde

A compra pode ser feita pela internet, o voucher é entregue em casa, aceitam-se todos os cartões de crédito, e há planos a partir de US$ 22. Alguns até já estão incluídos nos pacotes vendidos nas agências de turismo. Com tanta facilidade, não há o que justifique sair do Brasil com destino à África do Sul sem um seguro-viagem.
Os planos cobrem despesas com acidentes e enfermidades, dentistas, auxílio jurídico ou compensação em caso de extravio de bagagem. Uma central telefônica, com atendimento em português, estará disponível 24 horas. Na Globo Travel Assistence (www.seguroviagemgta.com.br), por exemplo, o plano mais barato para cinco dias de turismo em território sul-africano cobre US$ 6 mil em gastos médicos e custa US$ 22. Na World Plus (www.worldplus.com.br), para o mesmo tempo de viagem e cobertura, paga-se US$ 34. Se algum problema ocorrer na viagem, basta o segurado ligar para a central, a cobrar, que o serviço indicará o hospital ou clínica mais próxima. Há também a possibilidade de um médico atender o viajante no hotel.

Seguros podem evitar problemas e gastos em viagens

Uma das primeiras coisas em que o viajante pensa ao marcar uma viagem é deixar os problemas para trás. E isso inclui torcer para que a mala não extravie ou para que nenhuma doença ou pé quebrado estrague o passeio.

Mas só torcer não adianta. Ao fechar seu pacote, faça o seguro-viagem para amenizar eventuais transtornos e evitar gastos desnecessários.

“Embora o melhor seguro seja aquele que você não usa e joga no lixo quando retorna, é sempre importante consultar as condições de assistência e os valores das coberturas”, diz Rosa Massoti, dona de uma agência de turismo em Jundiaí.

Com valores para diferentes bolsos, os seguros de viagem mais baratos costumam cobrir até US$ 6 mil em caso de assistência médica. Entre os serviços mais top, o valor pode chegar a US$ 1 milhão.

Ingrid Davidovich, 45, diretora de marketing, lembra quando estava com seu marido em um kibutz, comunidade autônoma israelense, a cerca de 15 minutos de carro da cidade mais próxima.

“Era por volta de 23h30 e meu marido teve uma febre e uma crise viral. Telefonamos para a empresa de seguro contratada, que nos atendeu em português. Retornaram o contato em dez minutos informando que um táxi nos levaria ao hospital mais próximo e, em 15 minutos, o carro já havia chegado”, conta.

Simone Vieira, 28, turismóloga, viajou à Austrália para fazer um curso. “Contratei o Medibank, seguro de viagem obrigatório na solicitação do visto. Logo nos primeiros dias tive dores no abdome. Descobri que era um problema no ovário e tive que me submeter a uma pequena cirurgia”, recorda.

Para ela, a experiência superou as expectativas. “Foi até melhor do que eu estava pensando, mas o fato de escutar o médico falando em um idioma que não dominava muito na época e marcando uma cirurgia é um pouco assustador”, lembra.

FIQUE ATENTO

Segundo a Susep (Superintendência de Seguros Privados), vinculada ao Ministério da Fazenda, a contratação de seguros de viagem cresceu 134% entre janeiro e abril de 2010. Um dos motivos do crescimento é a obrigatoriedade do seguro para entrar em países da União Europeia.

Mas ter um seguro-saúde não significa estar a salvo de todos os problemas que podem ocorrer na estadia fora de casa. Alguns deles não cobrem, por exemplo, procedimentos referentes à gravidez, como parto. Por isso, leia atentamente o contrato antes de assiná-lo.

Problemas decorrentes de hipertensão e diabetes também entram na lista proibitiva, assim como enfermidades atribuídas ao vírus HIV.

Dependendo do contrato, lesões decorrentes de esportes considerados perigosos, como paraquedismo e esqui, também estão entre os serviços de assistência que podem não ser cobertos. Olhar com atenção as condições gerais é a melhor dica para evitar surpresas indesejáveis.

Previdência privada garante renda extra

Além do benefício do INSS, o trabalhador que investir em um plano de previdência complementar poderá receber, ao se aposentar, uma pensão vitalícia. Se preferir, ele também poderá resgatar o dinheiro todo de uma vez e usá-lo, por exemplo, na compra de um Imóvel.
Já é possível fazer uma previdência privada pagando R$ 50 por mês. Ao contratar o plano, no entanto, o Investidor precisa ficar atento. Quanto menor o valor da contribuição, maior tende a ser a taxa cobrada pela empresa que administra o dinheiro.

Ainda assim, o investimento tende a ser um bom negócio para quem quer uma aposentadoria tranquila. Um trabalhador de 45 anos que ganha R$ 2.500 por mês poderá ter mais de R$ 100 mil acumulados aos 60 anos de idade se investir R$ 300 mensais em um piano. Ele também poderá resgatar seu dinheiro na forma de uma pensão vitalícia de R$ 360 por mês.

Se, o investidor começasse a aplicar a mesma quantia mensal aos 25 anos de idade, sua reserva acumulada aos 60 anos seria de quase R$ 650 mil, o que garantiria uma pensão vitalícia de R$ 2.285.

O que muda no plano de saúde

Cobertura básica terá cerca de 70 novos procedimentos e maior limite de consultas a partir de hoje
Começam a vigorar hoje novas regras para os planos de saúde. Ao incluir cerca de 70 procedimentos na cobertura básica e ampliar o limite de consultas em algumas especialidades, devem, porém, elevar mensalidades em 2011.

Estabelecidos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), os serviços atingem os planos firmados a partir de 2 de janeiro de 1999 data de entrada da lei que regulamenta o setor de saúde suplementar e abrangem 44 milhões de pessoas. Aos demais, ainda vale o contrato original.

Segundo Jorge Carvalho, gerente técnico-assistencial de produtos da ANS, a nova lista de procedimentos não terá grande peso nos preços das mensalidades, cujo impacto deverá ser percebido somente no índice a ser divulgado em maio de 2011: Teremos um reajuste modesto em termos de custo-benefício. Em 2009, o índice foi de 6,76%, sendo apenas 1,1% por causa do aumento da cobertura.

Para a Fenasaúde, entidade que representa 32% do mercado de planos de saúde, ainda não há como prever o reflexo das novas normas nas mensalidades. Conforme Solange Beatriz Mendes, diretora executiva da entidade, o reajuste deverá variar entre as operadoras, pois os cálculos levam em conta o perfil da carteira e a configuração dos produtos para cada plano.

O aumento da cobertura é um ganho para o consumidor. Mas é certo que haverá um acréscimo de valor porque foram incluídos alguns procedimentos de custos elevados admite Solange.

Mais abrangência

Quais são as principais mudanças?

Foram incluídos cerca de 70 procedimentos médicos e odontológicos e ampliados limites de consultas em algumas especialidades.

Quem será atingido?

Os serviços deverão ser permitidos a todos os planos de saúde contratados a partir do dia 2 de janeiro de 1999 data de entrada da lei que regulamenta o setor de saúde suplementar. As regras atingem 44 milhões de brasileiros (81% do total de usuários).

Como fica para quem tem plano anterior a 1999?

Fica valendo o contrato original. Mas a qualquer momento, o usuário pode solicitar adaptações e, pagando a diferença, passar a ter todas as coberturas.

Qual será o impacto nas mensalidades dos planos?

Deve haver aumento de preços. Mas o reajuste dependerá de cálculos que consideram o perfil da carteira e a configuração dos produtos (abrangência, rede, tipo de assistência, coberturas obrigatórias, benefícios adicionais etc.).

O reajuste ocorre assim que a lista for implementada?

Não. Segundo a ANS, o impacto será percebido no reajuste que sai em maio de 2011.

Além dos procedimentos, há novas regras?

Sim, uma das quais é a cobertura pelos planos coletivos aos acidentes de trabalho e aos procedimentos de saúde ocupacional. A nova resolução também determina cobertura integral nos casos em que as operadoras ofereçam internação domiciliar como alternativa à internação hospitalar, independentemente de previsão contratual. Se isso ocorrer, a operadora deverá cobrir medicamentos e todos os materiais necessários. Nos outros casos em que a atenção domiciliar não substitua a internação, a cobertura estará condicionada ao contrato.

 

Informações incorretas

Ao preencher o formulário de perfil do seguro com informações erradas, segurado corre risco de ficar descoberto. Não era para estar acontecendo, mas está. O questionário do perfil do segurado para seguro de automóveis, depois de tantos anos, está, mais uma vez, criando um ruído desnecessário.

A razão do preenchimento do questionário pelo segurado é a redução do preço do seu seguro, em função de uma série de variáveis nas quais pode ou não se enquadrar. Quer dizer, o questionário do perfil do segurado é uma ferramenta adotada pelas seguradoras para fazer uma seleção dos riscos, com base no uso do bem por parte do segurado.

O segurado pode ou não contratar o seguro se valendo das vantagens oferecidas pelo preenchimento do questionário com os dados referentes a ele e ao uso do veículo. Se o segurado optar pela não utilização do questionário, ele pagará mais caro, mas não terá, em caso de sinistro, que fazer prova do que quer que seja, no que diz respeito a posse e uso do bem, evidentemente que respeitadas as exigências legais, tais como ser habilitado, e cumprir com as normas de trânsito. Nestes casos, a seguradora não pode chegar perto de pensar em negar o sinistro, por exemplo, por divergência entre o endereço informado na proposta de seguro e o realmente encontrado num eventual processo de regulação. Como o segurado não tem nenhum benefício econômico com a informação incorreta, não há que se falar em sua penalização com o não pagamento da indenização.

Se o mesmo seguro fosse contratado com o preenchimento do questionário do perfil do segurado, a divergência dos endereços, caso gerasse uma redução no preço do seguro, poderia ser invocada pela seguradora para negar o pagamento da indenização. Todavia, se a divergência não significasse vantagem econômica para o segurado, ainda que ela estando evidente, a negativa do sinistro pela seguradora não estaria amparada na lei. Seria um ato contrário à boa-fé das partes, explicitamente exigida pelo contrato de seguro, que deixaria a companhia, além de obrigada a pagar a indenização, sujeita a condenação por danos morais e até eventuais lucros cessantes extracontratuais.

O contrário da boa-fé exigida do segurado e da seguradora não é, automaticamente, a má-fé. Má-fé é figura jurídica claramente identificável. No caso dos contratos de seguros, ela se materializa na intenção deliberada de uma das partes levar vantagem indevida durante a realização e vigência do contrato. Ora, um endereço informado errado que não interfira no preço do seguro, porque o logradouro correto e ele têm o mesmo peso para o cálculo do prêmio, não pode ser considerado um ato de má-fé por parte do segurado. Assim, a seguradora não pode se basear nesta informação para negar a indenização.

Risco. De outro lado, se o segurado informar deliberadamente que quem dirige o veículo é uma mulher na faixa de 40 anos e, após o sinistro, a seguradora apurar que o motorista habitual é um jovem de 18 anos, a indenização pode ser negada. Neste caso, a informação incorreta significou o pagamento de um prêmio de seguro menor, em função da mulher de 40 anos ser considerada um risco menos gravoso do que um jovem de 18.

Da mesma forma, qualquer outra informação incorreta constante do questionário do perfil do segurado, que leve a num custo menor do que o que seria cobrado para o seguro, pode ser usada pela seguradora para negar a indenização.

Clareza. Finalmente, vale salientar que, para que a seguradora se valha deste direito, ela tem que formular as questões do questionário de forma exata, em português claro e compreensível para o cidadão médio, não sendo admitidas perguntas genéricas ou interpretações semânticas em desacordo com o uso popular das palavras empregadas no questionário.

Em seguro, não é bom generalizar. Cada caso é um caso. Situações semelhantes levam a conclusões em princípio semelhantes, mas não obrigatoriamente iguais. No caso do seguro de automóveis com questionário do perfil do segurado deve prevalecer o bom senso de ambas as partes, inclusive porque o produto do seguro é o pagamento da indenização.

Fonte: o Estado de S. Paulo

Invista na aposentadoria

São poucos os brasileiros que se preocupam em ter renda no futuro. Quanto mais cedo for a adesão, menor será a carga do investimentoAinda pouco usada no Brasil por quem quer poupar de olho no futuro, a previdência privada é um excelente investimento visando uma relativa estabilidade. Não só do ponto de vista fiscal como de rentabilidade. E por mais que nunca seja tarde para começar a aplicar nesse tipo de investimento, quanto antes o trabalhador se preocupar em separar parte da sua renda com essa finalidade, menor será o volume de aporte mensal para manter uma renda razoável quando não estiver mais trabalhando ou apenas quiser reduzir o ritmo de profissional, sem afetar o padrão de vida (veja simulação na arte ao lado).

Dividido em Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), os dois têm no conceito fiscal a diferença entre eles. No Brasil, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), estima-se a adesão de menos dez milhões de pessoas aos PGBL ou VGBL.

A previdência privada é uma excelente forma de aplicar recursos reduzindo a incidência do Imposto de Renda ao longo do tempo. Os dois formatos de planos têm na essência acumular recursos para, a partir de uma data contratada, ser feito o saque ou o pagamento mensal de uma renda dependendo da escolha do contribuinte. A diferença básica na hora de escolher se adere ao PGBL ou ao VGBL está na declaração do Imposto de Renda. Para quem faz a declaração completa, o indicado é apostar no PGBL. Nesse plano, a pessoa pode abater até 12% da renda bruta anual na hora de declarar os rendimentos. Por exemplo, para quem ganhou R$ 50 mil ao longo do ano e possui um plano de previdência PGBL, poderá abater até 12%, ou seja, R$ 6 mil na hora de declarar, dependendo do valor aportado no plano. Se ela faz a declaração simplificada, não poderá abater e vai ser como se pagasse o imposto duas vezes. Nesse caso, o ideal seria escolher o VGBL , explica Sinara Figueiredo, superintendente de Investimentos do Banco Santander. Diante do objetivo de longo prazo normalmente atrelado aos planos de previdência, o contribuinte ainda pode aproveitar outro benefício: o da tabela regressiva de IR. Ela começa com uma taxa alta (35%) e vai caindo ao longo do tempo. Após dez anos cai para 10%. Se a pessoa analisar que os investimentos em previdência privada têm como princípio ser de longo prazo, é uma vantagem e tanto , comenta o executivo do Brasil Previ, Arizoly Rodrigues Pinto.

Na adesão, a pessoa vai selecionar também se quer administrar o próprio recurso no futuro, fazendo saque na data contratada, ou se vai optar por definir uma renda a ser recebida por tempo indeterminado. É, na verdade, uma transferência de riscos. Se a pessoa opta por manter o dinheiro aplicado com o banco, com o recebimento de uma renda mensal, quem está assumindo o risco de pagar durante muito tempo é o banco. Mas se a pessoa opta por sacar e gerenciar o próprio recurso, o risco passa a ser dele”, comenta Sinara.

Outra atenção na hora de fazer o plano é com relação ao final do contrato. Caso a pessoa escolha a modalidade de renda, mesmo tendo acumulado R$ 1 milhão e só tenha recebido por um ano, falecendo em seguida, o recurso morre com o segurado. É bom ficar atento também às taxas de administração e de carregamento (sobre os aportes). Elas variam de 1,5% a 5%.

Para Arizoly Pinto, a previdência privada pode muito bem ser usada para acumular recursos para um investimento no futuro, o que justificaria o saque do segurado ou mesmo uma entrada tardia em um plano como esse. Tudo vai depender do objetivo de cada um. Às vezes a pessoa já constituiu um patrimônio e começa um plano de previdência para acumular um recursos e abrir o próprio negócio , exemplifica.

A importância do Corretor de Seguros

A partir da década de 1990, o corretor de seguros se consolidou como o principal canal de distribuição de seguros do Brasil. É um dado importante porque espelha o resultado de uma longa luta, de mais de vinte anos, principalmente contra as agências bancárias. Atualmente, até os grandes conglomerados financeiros têm os corretores como principais parceiros, especialmente para a venda dos seguros mais complexos.

Como conhecem bem os produtos com que trabalham, os corretores de seguros dão um atendimento melhor para os segurados. Este é o dado que importa: assessorado por um corretor competente, o segurado - ou seja, o cidadão que pretende proteger seu patrimônio ou sua capacidade de atuação - tem chances concretas de comprar melhor um produto da maior importância, mas que, se for comprado errado, não vai atender sua finalidade, deixando de desempenhar o forte papel social que lhe cabe.

Seguro é um contrato complexo, com características únicas, que o tornam desconhecido do grande público no mundo inteiro. Mesmo nos países onde é parte constante da vida, suas particularidades e detalhes são estranhos à maioria das pessoas. É aí que os canais de venda mais sofisticados são importantes, e, entre eles, o mais importante é sem dúvida nenhuma o corretor de seguros.

Entre os três grandes canais de venda - o corretor, o agente e o sistema financeiro - em qualquer lugar do planeta, o corretor é o mais capacitado para atender bem o segurado.

O corretor é - por definição e até por lei - o representante do segurado junto à seguradora. Portanto, cabe a ele cuidar dessa relação, agindo não apenas como vendedor, mas principalmente como consultor na indicação da apólice, e defensor do segurado após a ocorrência do sinistro. Ao contrário do agente, que é um vendedor de seguros vinculado a uma companhia seguradora, o corretor de seguros é um profissional autônomo, impedido de ter esse tipo de ligação, justamente para caracterizar explicitamente sua vinculação com o segurado, que é - o que pouca gente sabe - quem lhe paga a comissão.

Um mercado que tem menos de um por cento de margem de problemas é um mercado eficiente. E na base dessa eficiência, o corretor de seguros, acompanhando o segurado desde a indicação do melhor seguro, até a liquidação final da indenização, desempenha um papel muito importante. Papel que está além da capacidade profissional do funcionário da agência bancária, pelo simples fato de ele não haver sido treinado para isso.

 Fonte: Site do Sincor-RS

Convênio vai aceitar parceiro gay

Norma da ANS garante adesão de companheiros do mesmo sexo nos planos de saúde. Medida já vale.

O que antes pairava como uma grande dúvida entre as empresas, passou a ser um direito reconhecido. A partir de agora, todos os planos de saúde do país são obrigados a aceitar a adesão de casais homossexuais.

Com a medida, o companheiro do mesmo sexo de uma união estável também tem as mesmas coberturas previstas pela assistência médica, como consultas, internações, exames e tratamentos. A garantia está prevista numa súmula normativa da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que foi publicada na edição de ontem do Diário Oficial da União. Com essa divulgação, a mudança já está em vigor.

A ANS informou que tomou essa iniciativa para dar mais clareza às empresas do setor. Na avaliação do órgão, muitas operadoras ainda tinham dúvidas sobre o assunto, inclusive se o parceiro homossexual tinha cobertura assegurada.

Por meio de assessoria de imprensa, o presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abrange), Arlindo de Almeida, disse que a súmula da agência serviu apenas como um esclarecimento às empresas e ao público beneficiado. Ele acredita na possibilidade de um aumento na procura dos planos de saúde por esse público.

Para aceitar casais nessa condição, algumas operadoras já se preparam para se adequar à regra da ANS. A SulAmèrica destacou que aceitará a inscrição de companheiro do mesmo sexo mediante uma declaração pública de união estável, registrada em cartório. Procuradas, a Amil e a Unimed Paulistana não se manifestaram.

 

Fonte: Diário de S. Paulo | Economia | SP

Seguradora de BB e Mapfre será uma das maiores da América Latina

SÃO PAULO - O Banco do Brasil e a Mapfre vão criar nos próximos meses uma das maiores seguradoras da América Latina, com prêmios anuais de R$ 7,759 bilhões. Excluindo as áreas de previdência, capitalização e saúde, a nova empresa, ainda sem nome, é a maior da região em faturamento. O Bradesco vem em segundo lugar, com prêmios de R$ 5,797 bilhões e a Porto Seguro em terceiro, com R$ 5,746 bilhões, levando-se em conta os balanços de 2009.

Vão ser criadas duas holdings. A primeira será focada em vida, seguros agrícolas, imobiliários e prestasmista (protege contra inadimplência em financiamentos). Essa seguradora terá atuação mais forte nas agências do BB e será comandada por executivo do banco.

A segunda empresa vai atuar em veículos, ramos elementares (como residências) e afinidade (venda de seguro popular por meio de parceria com o varejo). A atuação seria via corretor e o presidente será indicado pela Mapfre. O presidente atual, Antonio Cassio dos Santos vai comandar a companhia.

“O BB tinha uma estrutura meio envelhecida para atuar na área de seguridade”, destaca o presidente do banco, Aldemir Bendine. Agora, essa estrutura está sendo reestruturada em um momento de grandes mudanças no mercado de seguros, destaca o executivo. No ano passado, o Itaú se associou à Porto Seguros para operar com veículos e residências. O Bradesco comprou participação na Odontoprev. A suíça Zurich comprou a Minas Brasil e a Marítima vendeu metade de seu capital para a japonesa Yasuda.

O projeto futuro é ter uma holding, a BB Seguros, que vai concentrar todas as participações do banco na área de seguros, capitalização e previdência. No ano passado, o banco faturou com essa área R$ 12,098 bilhões em prêmios e lucrou R$ 721 milhões - 13% do resultado líquido da instituição.

Participação

O banco quer aumentar essa participação para 24% até 2012. Segundo o vice-presidente de negócios de varejo do BB, Paulo Rogério Cafarelli, essa expansão será conseguida pelo aumento da participação do banco em todas as suas seguradoras e também pelo crescimento do mercado de seguros. A área chegou a representar 15% do resultado do banco, mas o valor caiu para 13% por conta do crescimento de outros segmentos, como o crédito.

Na operação com a Mapfre, o BB vai pagar à seguradora espanhola R$ 295 milhões em dinheiro. O pagamento ocorre por causa da equivalência de ativos entre as operações do BB e da Mapfre nas áreas de atuação.
As duas empresas criadas pelo BB com a Mapfre vão ocupar posição de destaque no ranking brasileiro do setor de seguros. Será a segunda maior seguradora de veículos, a primeira no ramo de pessoas, a segunda em ramos elementares. No geral, será a segunda maior do País incluindo todos os ramos. Mas assume a liderança quando descontado os ramos de capitalização, previdência e saúde.

Processo de integração

O processo de integração da operações de BB e Mapfre começam já e devem durar seis meses. A seguradora não tem nome definido e deve começar a operar comercialmente em 12 meses. Seu valor de mercado é de R$ 10 bilhões, dos quais R$ 6,4 bilhões da primeira empresa criada na parceria e o restante da segunda.
A assinatura do acordo de parceria foi feito nesta quarta-feira, 5, por volta das 11 horas, pouco antes do início da coletiva de imprensa. O presidente mundial da Mapfre, José Manuel Martinez, veio ao Brasil especialmente para a assinatura do contrato.

Fonte: Altamiro Silva Júnior, da Agência Estado